Minicursos
As Inscrições para ouvintes dos minicursos devem ser enviados para o e-mail ouvintesemanadehistoria@gmail.com até 03/11/2013 contendo:
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LISTA DE MINICURSOS PARA A SEMANA DE HISTÓRIA UFC 2013
MINICURSO - 1
TÍTULO: Aos olhos da Justiça: Práticas sociais entre jornais e processos-crime.
PROPONENTES: Francisco Adilson Lopes da Silva (UECE); Gleiciane Damasceno Nobre (UECE) e Jéssica Lilian Rodrigues Furtado (UECE).
RESUMO
Com o surgimento da Escola dos Annales, no século XX, a historiografia passou por transformações que permitiram ao historiador fazer uso de novas abordagens temáticas e metodológicas que, até então, não eram consideradas convencionais, o que acarretou um alargamento do conceito de fonte e da maneira como ela poderia ser usada para a realização da pesquisa histórica.
Os processos-crime e os jornais são exemplos desse alargamento que proporciona ao campo histórico analisar os discursos normativos (jurídicos e sociais) de uma sociedade e do seu tempo. Propomos analisar metodologicamente, alguns processos referentes a calúnia e difamação, bem como a utilização dos jornais na veiculação das práticas contidas na primeira documentação, na tentativa de contribuir para a discussão e melhor uso dessas fontes na confecção da história.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Auditório do programa de Pós-Graduação em História (Benfica, CH II, prédio da comunicação, 1º andar).
MINICURSO – 2
TÍTULO: História e sensibilidades: dimensões teóricas e metodológicas.
PROPONENTES: Albertina Paiva Barbosa (UECE), Danielle Almeida Lopes (UECE) e Ariane Rebouças Araújo (UECE).
RESUMO
O mini-curso tem como objetivos fornecer as primeiras informações sobre a área de História e Sensibilidades, discutir suas possibilidades de pesquisa dos participantes(caso pertençam a essa domínio), informar sobre bibliografia preliminar que envolve o assunto e dar conta, de modo introdutório, das discussões conceituais, metodológicas e atinentes a escrita da história que esta área de pesquisa implica. No primeiro encontro consistirá em uma introdução dos participantes nas discussões preliminares em torno deste novo campo de pesquisa que se abre para os historiadores. Para isso fará inicialmente uma discussão da própria noção de sensibilidades, a que aspectos da vida social este conceito recobre, que áreas, temas e modalidades de pesquisa este campo de estudos permite e pressupõe. Para concluir, será feito uma reflexão sobre as possíveis especificidades que a escrita da história deveria assumir neste campo de pesquisa mediante as observações feitas nas pesquisas monográficas das próprias ministrantes e dos demais participantes.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Sala do Doutorado do programa de Pós-Graduação em História (Benfica, CH II, prédio da comunicação, 1º andar).
MINICURSO – 3
TÍTULO: O Diabo é o Pai do Rock ou o Rock é Pai do Diabo?
PROPONENTES: Weber Pinto Porfírio (UFC-GEBI); José Lucas Cordeiro Fernandes (UFC/ARCHEA/VALKNUT)
RESUMO
Surgido oficialmente nos Estados Unidos na década de 1950, o gênero musical denominado Rock n’ Roll, aos poucos ganhou notoriedade frente a uma juventude ávida por novidades. O modelo de vida norte americano (american way of life) parecia não ser capaz de suprir os novos desejos, as inquietações e o sentimento de mudança. Algo que se tornou possível com esse “novo” tipo de jovem, agora, sujeito de sua própria história. Ainda no mesmo período, o Rock começava a ser associado à rebeldia, pois seu ritmo envolvente (blues + country) fazia com que as boas moças e os rapazes, se entregassem ao “pecado” da dança, inaugurando assim, o começo de uma longa história de relação, associação e apropriação, quase que natural, entre Rock e diabo. Neste sentido, propomos com esse minicurso, promover uma discussão em torno da correlação Rock/diabo (ou vice versa), intentando perceber um imaginário do diabo neste âmbito, assim como seus diversos aspectos no campo da indústria cultural, no caso mais específico, a música. Com o intuito de facilitar a compreensão do debate, serão utilizados uma grande quantidade de produtos da indústria fonográfica, tais como: letras de músicas, imagens (capas de disco/ panfletos), clips, biografias, no qual enumeramos algumas bandas de Rock consideradas importantes para o desenvolvimento do tema. No que concerne ao suporte teórico, utilizamos a “ideia do medo” contida na obra de Jean Delumeau (2009), e a discussão de José D’Assunção Barros (2007), Jacques Le Goff (1994/2001) e Hilário Franco Jr. (2010), Michel Vovelle (1997) e Baczko (1985) sobre o imaginário, assim como autores que dialogam com a força da música na indústria cultura (Eurico Franca-1995; John Sloboda-2010) e estudiosos sobre o diabo nas mais diversas temporalidades.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Dia 6: Sala de aula 8 do bloco didático da História (Benfica, CH II); Dias 7 e 8: Sala do Mestrado do programa de Pós-Graduação em História (Benfica, CH II, prédio da comunicação, 1º andar).
MINICURSO – 4
TÍTULO: Religião e Política no Brasil contemporâneo: As contaminações entre diferentes campos.
PROPONENTES: Emanuel Freitas da Silva, Prof. Assistente I (UNIVASF) e Doutorando em Ciências Sociais (UFRN).
RESUMO: O minicurso pretende apresentar um panorama geral das complexas relações entre dois distintos campos sociais no Brasil contemporâneo: o político e o religioso. Para tanto, partir-se-á de um apanhado histórico sobre essas relações, destacando a atuação de alguns atores precisos: a Igreja Católica no passado e as denominações evangélicas no presente. Depois, a reflexão centrar-se-á nas implicações dessas relações a um dos maiores ideais do Estado Republicano: a laicidade. Como compreender a representação religiosa no Parlamento? Seria ela uma ameaça à democracia? Poderia a democracia, em sua concepção liberal e plural, interditar a representação de sujeitos religiosos? Daremos ênfase à analise da atuação de parlamentares nas duas últimas legislaturas (2007-2010 e 2011-2014), bem como à atuação desses parlamentares na ultima eleição presidencial.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Dia 6: Sala de aula 9 do bloco didático da História (Benfica, CH II); Dias 7 e 8: Sala de Audiovisual do programa de Pós-Graduação em História (Benfica, CH II, prédio da comunicação, 1º andar).
MINICURSO – 5
TÍTULO: Discurso, descontinuidade e descaminhos: A Pós-Modernidade e a História.
PROPONENTES: Débora dos Santos Silva (UECE), Francisco Fabrício Pereira da Silva (UECE) e Wesley Nazareno Queiroz (UECE).
RESUMO
A relação da filosofia pós-moderna com a história ainda hoje é tema central de muitas discussões nas ciências humanas. A descrença na história e a desconstrução do pensamento histórico proposto pelo pós-modernismo ainda causam um “mal estar” e uma confusão em relação à produção histórica. Não obstante, há muito, vários historiadores bebem da fonte pós-moderna, ressignificando conceitos e adaptando métodos de outras disciplinas adeptas do pensamento pós-moderno, aumentando, assim, a confusão entre ambos.
O principal objetivo do trabalho aqui proposto é desmistificar algumas concepções sobre o pós-modernismo e sobre a sua relação com a ciência histórica. Além disso, propõe-se apresentar um caminho viável para o debate epistemológico entre ambos visando compreender a situação atual da realidade histórica diante desse paradigma denominado pós-moderno.
A metodologia a ser utilizada baseia-se na exposição crítica do conteúdo relacionado ao tema, com o auxílio de mídias digitais, e debates acerca do conteúdo exposto. Os temas abordados serão: a gênese do pensamento pós-moderno, os principais pensadores desse paradigma e a relação do pós-modernismo com o pensamento histórico, a análise de uma obra “referência” do pensamento histórico pós-moderno e os principais debates sobre o assunto na atualidade a partir de artigos científicos.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Sala de aula 1 do bloco didático da História (Benfica, CH II).
MINICURSO – 6
TÍTULO: Entre o controle e as trampolinagens: uma reflexão sobre a crítica de Michel de Certeau a Michel Foucault.
PROPONENTES: Luiz Alves Araújo Neto (UFC) e Vera Rozane Araújo Aguiar Filha (UFC).
RESUMO
O presente minicurso propõe uma reflexão acerca das críticas realizadas pelo historiador Michel de Certeau ao filósofo Michel Foucault, especificamente no que diz respeito às estruturas do discurso e ao chamado método arqueológico de Foucault. Para tanto, divide-se a discussão em dois momentos: 1) debate sobre a análise foucaultiana sobre as categorias discurso e poder, compreendendo as implicações desses conceitos para o desenrolar de sua proposição arqueológica; 2) análise das críticas que Certeau promoveu ao filósofo quanto ao método arqueológico, tomando como base sua reflexão quanto aos conceitos de discurso e poder. O objetivo do curso é analisar a historicidade de um debate que foi profundamente marcante para a estruturação de uma epistemologia histórica, com dois dos mais renomados pensadores da segunda metade do século XX.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Sala de aula 11 do bloco didático da História (Benfica, CH II).
MINICURSO – 7
TÍTULO: Os saberes musicais: o forró eletrônico entre a História e a Memória.
PROPONENTES: Zenaide Andrade Lobo (UECE).
RESUMO
A musica pode ser considerada como um reflexo social. A mistura de letras e ritmos muitas vezes são retratos das realidades sociais, políticas e culturais de uma sociedade. O forró eletrônico, ritmo cearense criado na década de 1990 pelo empresário Emanuel Gurgel, é uma das formas de compreendermos como o Ceará estava neste período. As letras das bandas que iniciaram essa vertente do gênero musical do forró nos trazem temas relacionados aos migrantes oriundos do sertão cearense que vinham para a capital em decorrência do boom industrial que ocorreu desde o fim da década de 1980 adentrando pela década de 1990 quando passamos pelo sistema governamental que ficou conhecido como “Governo das Mudanças”. Neste mini-curso nos propormos analisar as letras desse gênero para problematizarmos a imagem desse migrante, consequente público consumidor dos produtos oriundos dessa vertente musical (tais produtos incluem CD’s das bandas, festas em casas de shows, programas de rádio) enquanto agente social e produtor/consumidor cultural. A influência que o meio político exerceu sobre o meio também será analisado. Nos detivemos nos primeiros cinco anos da década de 1990 (1990/1995) como período em que o forró eletrônico ainda mantinha forte contato e influência sobre essa população migrante. No mini-curso ainda faremos a relação da música como fonte histórica e da sua estreita relação com a memória; discutiremos de que maneira podemos utilizar o gênero para construirmos trabalhos historiográficos.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Sala de aula 6 do bloco didático da História (Benfica, CH II).
MINICURSO – 8
TÍTULO: Recorrências e especificidades do futebol na América.
PROPONENTES: João Vianney S. N. Filho (Professor de história da rede estadual); Sávyo Enrico Alves (Graduando em história/UFC); Vicente Moreira Maia Neto (Mestrando em história/UFC).
RESUMO
O futebol, assim como o esporte, tem uma dupla dimensão, ao mesmo tempo conceitual e antropológica, que ajuda a compreender tanto a prática quanto a temporalidade e espacialidade desta criação e ação humana. Como um conteúdo da história (“game”: substantivo), o futebol se relaciona com a sua esportivização a partir do século XIX, em paralelo à revolução industrial, ao neocolonialismo, ao fenômeno migratório e à formação das grandes metrópoles, num processo no interior da Inglaterra, entre os anos 1820-1850, e global, a partir da década de 1870 do século XIX, ganhando o continente europeu e o americano. Como uma ação humana (“play”: verbo), os jogos de condução de bola com os pés ou as mãos são milenares e multiculturais, encerrando ao mesmo tempo aspectos antropológicos, religiosos e sociológicos em comum, tais como a aposta, a gozação, a camaradagem, o lugar sagrado e o espírito clânico.
Esta proposta de minicurso visa quatro momentos específicos: I – uma introdução sobre o caráter conceitual do futebol, abordando a trajetória da Inglaterra à América, comentando os lugares e os grupos sociais envolvidos neste processo; comentando também as características do futebol (“soccer”) em oposição ao rúgbi (“rugger”). II – uma explanação sobre a construção do lugar sagrado do jogo, em Fortaleza, quando da construção do seu primeiro estádio, o Presidente Vargas; III – uma apresentação sobre a correlação do futebol com o processo de metropolização de Fortaleza, comentando sua gestação espacial e social; IV – a problematização da relação dos torcedores fortalezenses com a seleção e os clubes locais, quando da copa de 1938.
DIAS E HORÁRIO: 6, 7 e 8 de novembro, das 14h às 16h.
LOCAL: Dia 6: Sala de aula 5 do bloco didático da História (Benfica, CH II); Dias 7 e 8: Sala de aula 7 do bloco didático da História (Benfica, CH II).
